sexta-feira, 28 de outubro de 2011

IN DEPENDÊNCIA
Lado esquerdo paralisado
Mas não parado...
Vendia cocada da Bahia.
Em plena cidade-utopia!

Fantasia de forasteiros e estrangeiros.
Braços abertos para milícia, crime e morte.
Cada cidadão... A tua própria sorte.
Exemplo vivo do descaso brasileiro.

Sol... Praia e mar. Luz, melodia e cor.
Mas meus olhos... Mirou sem pudor...
Em você... Cidadão do mundo.
Sem cueca de dólares... Sem corrupção e mensalão.

Tu és o povo heróico desse país.
Que não mais brada retumbante...
Calaram-nos a voz... Fato atroz!
O’ Pátria amada! Terra abençoada.

Olhai os filhos teus...
Que agonizam nas esquinas da vida.
O drogado, esmolado, favelado, marginalizado.
O aleijado que vendia cocada da Bahia...

by ELIZA

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