sexta-feira, 28 de outubro de 2011


TEU CHAMADO

Som rompe madrugada fria de verão,
Estranha sensação... Ser lembrada na falta, no desconforto
Sou inquietude, desejo... Plenitude!
Dos meus sonhos, me chamou.
Acordando fantasmas... Que habitam meu mundo particular.
Você me disse tudo sem nada dizer,
A lua ainda brilhava no céu.
Quando rompeste, o mutismo da noite e despediu-se.
Inesperado chamado... Jamais esquecerei...
É o chamado dos Sós!

By ELIZA CANCIO
CULPADO

É dom.
É tom.
Despertar...
Paixões Adormecidas.

É fato.
É ato.
Único... Comum
Tão... Nosso!

É difícil... O ofício
De esquecer
O que a vontade
Não quer querer.

Você é... O Culpado!
Da poesia... Perecer.
E viver...
Em mim!

Eliza Câncio
IN DEPENDÊNCIA
Lado esquerdo paralisado
Mas não parado...
Vendia cocada da Bahia.
Em plena cidade-utopia!

Fantasia de forasteiros e estrangeiros.
Braços abertos para milícia, crime e morte.
Cada cidadão... A tua própria sorte.
Exemplo vivo do descaso brasileiro.

Sol... Praia e mar. Luz, melodia e cor.
Mas meus olhos... Mirou sem pudor...
Em você... Cidadão do mundo.
Sem cueca de dólares... Sem corrupção e mensalão.

Tu és o povo heróico desse país.
Que não mais brada retumbante...
Calaram-nos a voz... Fato atroz!
O’ Pátria amada! Terra abençoada.

Olhai os filhos teus...
Que agonizam nas esquinas da vida.
O drogado, esmolado, favelado, marginalizado.
O aleijado que vendia cocada da Bahia...

by ELIZA