sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Quando...


Quando...

A palavra certa não mais

existir para exprimir.

E quando os olhos estiverem fartos,

de te ver...

E a boca... calada

cansada de questionar.


Quando...O meu ser estiver esgotado,

de tanto perceber o mentir.

Com coração ferido...De tanto sentir.


Quando minha audição,

Não mais escutar

o grito mudo do querer

e meu corpo morrer

no desejo de você...


Ainda assim...restará

Somente

Unicamente

A lembrança...De um vir a ser

que não será...

JAMAIS!

ELIZ@

É assim...


Sumo com o vento,

Que geme no lamento

De te acalentar...

Com as asas da ilusão.


Não te quero em mim...

Fuga; Não faço por mal...

Meu querer eterno...vício e malefício.

A buscar o que não sabe encontrar!


Sou a brisa,

que vem do mar

Te toco com carinho,

Mas meus espinhos...


Em você...Ficou .

A sussurrar palavras levianas.

Com sorriso e atitudes mundanas.

Sou cigana a procurar!

Feiticeira para te enfeitiçar!


Minha alegria contagia...

Mas por vezes é meu enganar...

Meu escudo...Proteção!

Minha sedução...Tentação!

Meu disfarçar...Da solidão!


Morro no sorriso

Sinto-te no olhar

Vejo-te em mim

No meu caminhar!


Só sei...Que algo se quebrou

Sinto desânimo

Desengano

Engano...


Que queres de mim

Irmãos da Desesperança?

ELIZ@ C@NCIO

10/09/2007

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Cansaço





Do mistério,
do sortilégio
do sem sentido
do sem juízo!

Do sem rosto,
da falta de nome,
da mentira do querer,
da inteligência malocada.

Do sexo desejado,
do amor vulgarizado.
Do sentimento em série...
Da fábrica: Descartar!

Das palavras tão iguais...
das imagens trocadas
das ilusões alimentadas...
Do silêncio...Do desbunde!

Do gol
não querido...
Do chute...Na trave!
Do Quase!

ELIZ@

terça-feira, 18 de setembro de 2007

ELIZA DANDO BANDEIRA

Nasci...
Velaram-me de bênçãos
de todos os santos
e orixás.

Cresci...
Envolveram-me.
Por medo
da dor.

Sempre o véu.
Meu oásis.
Meu grilhão.
Minha solidão.

Serei forte,
para desvelar-me?

Quero rasgar o véu...
Conhecer-me, encontrar
e me perder.

Entregando-me
sem pudor,
ao AMOR.

Eliza Câncio

Vida


Percorre caminhos profanos,
na certeza do saber-se...
Moça - Desengano!

Insana...Tu és!
Moça Louca engaiolada,
redemoinho de águas turvas,
no seu rio naufragado.

Sempre desejada,
mesmo na desdita...
Sei que és maldita.
Nos enredos; aprisionada.

De ti fiz mistérios.
Meu brinquedo preferido.
Você e seus segredos,
arrebatarei sem medo...

- Sabe por - quê?

Tu és minha!
Moça - Vida...

ELIZA
24/03/2007

domingo, 16 de setembro de 2007

Fuga DE Você


FUGA DE VOCÊ

Cresci envolvida em aconchego
e achego.
Não te conhecia...
Nem sabia que existias.
Sempre fugia.
Tinha medo da sua companhia.

Por você me dediquei,
a amores sem amor...
a amigos incolores,
a filhos e dissabores.

Pensava em você,
tremia...
Eu não te queria.

Perdi-me...
Em futilidades,
desfiles, banalidades,
inverdades cometi,
até algumas bobagens.

Mas eu não,
te queria.

Fui estudar...
Para o tempo passar,
e não te notar.

Fui fazer caridade,
pura maldade.
Só pra não te
ver chegar.

Eu te temia...
Não te queria.

Mas você chegou.
Encarei-te de frente.
Te vi nas minhas escolhas,
na minha vontade...
Na minha ânsia de viver.

Agora entendo...
o meu medo
doce companheira.

Era medo...
de me descobrir,
através de você...
SOLIDÃO.


ELIZA 27/11/2006

Eternamente...Obrigada pelo carinho


Brisa: Eliza&Elisa
.-~*´¨¯¨`*•~-.¸,.-~*´¨¯¨`*•~-

Todas as duas são sensíveis
Formadas das melhores raízes.
Sem dúvida...belas poetisas!

A com "z" é lá de Campos/RJ
A com "s" aqui de Brasília/DF

Privilegiadas na cultura, inteligência.
Pavios curtos. Como os do aprendiz.
Emburradas? Hum... sai da frente...
A resposta vem ligeira e seu fundilho
será o primeiro a receber o recado.

Nas veias corre sangue com nitroglicerina.
O que lhes dá credibilidade. São verdadeiras.
Não falseiam. Não argumentam besteiras.
Vivas. Espertas. Aguçadas na sutileza.

Como são bonitas essas ninfetas danadas.
Por dentro. Por fora. De lado. De costas.
Não são afeitas às fofocas. São formosas.
Quando penso nelas fico enternecido...

Ouço "Pour Èlise" e entro em alfa, omega, beta.
Todo o alfabeto "bethoviniano" entra n'ouvido.
Aprecio. Fico em transe. Estremeço. Arrepio.
Degusto as mais profundas e valiosas emoções.

Vejo nelas a beleza em profusão. Construção!
Assim tipo o refino da mais pura essência divina.
Esculturas vivas pulsando talento. Maviosa vibração.
Dois gênios impulsivos, ricos, fortes, criativos.

Uma entrou no meu coração, nas minhas entranhas.
A outra saiu dos meus gens. Até a covinha ela tem.
Quando brigamos ela grita logo e mostra a bunda.
Veja aqui se não sou a sua verdadeira caçula?!

Quem as conhece fica logo embevecido. Convencido.
Mas repito... Bobo é quem pensa que as tapeiam...
Inquisitivas... mergulham fundo na magia da poesia.
São leves. Livres. Soltas. Sofredoras guerreiras.

Gente...acreditem...essas meninas existem de verdade.
Elas encantam e vieram ao mundo como uma brisa do mar.
São prodígios da mãe soberana natureza. Que beleza!

Muito obrigado minhas duas musas mulheres: Elizsas.
Por existirem na minha vida. Como é feliz este aprendiz...
.-~*´¨¯¨`*•~-.¸,.-~*´¨¯¨`*•~- .-~*´¨¯¨`*•~

Hildebrando Menezes
Brasília/DF 18.04.2007

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Ser Estrela




Olho na tela... É o céu!
Com milhões de pontos virtuais,
Brilhantes, mágicos...Astros não reais!

Lembro ensinamento apreendido!
Céu à noite...Réstia de luz!
Você ainda me conduz...
"Somos uma poeira cósmica"!

Acho-me uma formiga
Nesta imensidão que me intriga
Sempre respeitei o humano...
Fonte de enganos e desenganos!

Sou estrela...Agora tenho certeza,
Não por beleza ou nobreza; Não!
Mas por pura realeza!

Sou estrela porque choro a dor-humanidade!
Vejo em cada ser prioridade, espiritualidade!
Sou estrela porque o menor carente,
É meu lema e luta premente...

Sou estrela... Desprovida do orgulho,
Na alma humana, mergulho...

Sou estrela porque educação,
coração...Big Bang explosão!
Sou estrela porque faço poemas,
Para curar almas pequenas!

Sou estrela porque clamo por justiça...
Perante injustiças!
Cativo sem querer...Só por ser!

Um dia... A estrela partirá!
Se tornará cadente...
Viajará por mundos diferentes!

Seu brilho...Para todo sempre!
Seu destino...Eternamente!
Será junto ao Pai Clemente!

Eliz@ C@ncio
27/08/2007

Perdas...Perdas!


Perdas, perdas, perdas!
Saudade martelando...
O sonho não sonhado,
O amor sepultado.
O sangue massacrado!

Lembrar do que não tive.
De tudo que contive.
Por não querer sofrer,
a ruptura do meu Ser.

Perder etapas de vida,
É loucura sem saída.
No labirinto... Estou...
Afetos, desertos, ecos de amor.

Esses sons ecoam de mim,
Ou vêem de ti?
Beco sem saída!
Errante e perdida!

Caminhos a percorrer.
Luz da razão...
Expulse a eterna emoção.
Sigo... Rota sem direção!

Querer... Sem vontades.
Desejos... Com verdade.
Instintos... A revelar.
Amor que não sabe amar!
Perda que não sabe encontrar!

Ilusão... Quero o porquê
Do brilho no olhar,
da vitória no ar,
da história,
da retórica...

Se a moça saudade,
Me contou...
Que você, não sabe viver.
Sem AMOR!

Fera-Mulher


Dentro de um casulo
ela se recolher perdida
Quer escondida deixar rolar
a lagrima que teima escorrer
Não quer que sintam pena
nem mesmo que a mão lhe estendam
por piedade se recolhe na mesmice do dia a dia
ora mulher ora fera,
Sem orquestras tocando
sem ver a flor desabrochar
fera mulher numa metamorfose sem lucidez,
Fera e mulher se confundem se fundem em uma só
em luta constante uma se sobrepondo a outra
Neste casulo procura a serenidade da mulher
querendo a fera dominar
qual das duas irá surgir?
A fera ou a mulher?


Sorriso Maroto

Mutações



Quando se faz lua cheia,
A Fera-Mulher passeia...
Sinto-a nos doces pecados.
Flui no sangue sagrado!

A Fera foge e galopa
Nada para ela importa,
Ser indomado furacão...
Movida por pura emoção!

A Fera tem amor de Mulher
A Mulher tem instintos de Fera.
quando mansa e domada,
É uma Mulher apaixonada!

Ela exaspera na doce espera.
na Mulher, tem seus Segredos...
E na Fera? Só os medos!

A Mulher é só carinho,
na sua amarga emoção.
A Fera é só espinhos...
Na sua doce explosão!

É louca insensatez,
no seu desatinado tesão.
A Mulher é pura timidez,
Na sua sentida paixão!

Fera-Mulher coabita
E habita o mesmo SER.
A Fera; defende a Mulher...
mas a Mulher,
não entende...
A FERA!

ELIZA
16/06/2007

Na Torre


Lá no alto,

em sobressalto

Ela está...


Presa, tesa, acesa,

Chama viva a queimar,

Labaredas soltas no ar...


Ser pássaro preso,

Em gaiola aberta,

E não saber voar

É ter asas cortadas, mutiladas...

Pela dor do castrar...


Parece tormento, juramento

Encantamento...

Adormecida...a esperar

o beijo,o clique

O Iluminar...


Seja luz...

Que me conduz

Ilumine caminhos...

Desejos, quereres,

Destinos, desatinos...


Jogo-te; meu desejo.

Escale no alvo.

Beija-me, tirando o veneno...

Desperte-me de sono profundo...


No imundo,

Do meu mundo

Porque no fundo

No submundo... do meu ser


Só quero mesmo é ter...Você

ELIZ@

07/07/2007